Canonização

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O último domingo foi de festa para católicos do mundo todo, especialmente do Brasil. Diante da Praça São Pedro lotada, o papa Francisco concedeu a honra dos altares à Irmã Dulce dos Pobres, primeira mulher brasileira a ser declarada santa. Antes dela, apenas uma outra mulher, Santa Paulina, nascida na Itália e radicada no Brasil, havia recebido o título de santa brasileira. A Diocese de Jaboticabal esteve representada na cerimônia de canonização pelo padre Flávio José Profito, que trabalha na Secretaria para os Bispos, no Vaticano.
Na cerimônia, o cardeal Angelo Becciu falou que “irmã Dulce concretizou plenamente a sua ação caritativa com a fundação de uma associação de obras sociais e a construção de uma casa de acolhimento, o ‘Albergue Santo Antônio’. Sua caridade era maternal, carinhosa. A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do Alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos. Os últimos meses da vida da Beata estiveram marcados pela doença, que enfrentou com serenidade e completo abandono nos braços do Senhor. Em 13 de março de 1992, irmã Dulce faleceu em Salvador (BA), com grande fama de santidade. Em 3 de abril de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu a heroicidade das suas virtudes e, em 22 de maio de 2011, celebrou-se o rito de sua beatificação”. Sua canonização havia sido anunciada em maio de 2019, após o reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão. O milagre anterior havia sido reconhecido em 2010, servindo como causa de sua beatificação. A primeira santa brasileira tem sua festa litúrgica celebrada em 13 de de agosto.

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