Capital tem primeiro óbito relacionado à Covid-19

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Ao mesmo tempo que se ouve declarações como “não aguento mais falar sobre coronavírus”, “a dengue também mata”, “não gosto de ficar preso em casa”, a sociedade se depara com um cenário estarrecedor: vídeos sendo postados por brasileiros que vivem na Itália e na Espanha e que orientam para que os que estão no Brasil não deixem que a pandemia atinja a proporção que atingiu nestes países e na China. Muitas pessoas, no entanto, se recusam a entender a gravidade da situação e chamam a epidemia Covid-19 de exagero ou histeria.
Em contrapartida, médicos do setor público e da iniciativa privada e pesquisadores das universidades de todo o mundo se mobilizam para conter a pandemia, criar uma vacina, salvar vidas e evitar uma catástrofe mais do que econômica, humanitária.
O governo do Estado de São Paulo se mobiliza para que a curva epidêmica não fique alta, mas na terça-feira, dia 17, foi confirmado na Capital o primeiro óbito relacionado ao novo coronavírus. Um homem de 62 anos, com doenças crônicas (como diabetes), sem histórico de viagem, faleceu. O paciente foi internado em 14 de março, na UTI de um serviço privado, e o óbito ocorreu na segunda-feira, dia 16. Outros quatro óbitos estão em investigação.
O balanço até 16h da terça-feira contabilizava 164 casos confirmados em SP, sendo 156 na cidade de São Paulo, um em Guarulhos, um em Santana do Parnaíba, um em Ferraz de Vasconcelos, um em Carapicuíba, um em São Bernardo do Campo, um em São Caetano do Sul, um em Santo André e um em Mauá. O Estado de SP tinha 5.047 suspeitos e 709 descartados.
Em Jaboticabal, circulou no final de semana um boato de que haveria dois casos confirmados, o que não foi provado. A UPA mudou o atendimento, passou a colocar as pessoas na área externa, para reduzir a possibilidade de contágio. O Hospital e Maternidade Santa Isabel fez um treinamento simulando um caso, conforme informou o diretor do HMSI, Dr. Jeyner Valério Junior, o que talvez tenha suscitado um dos boatos.
A Secretaria Estadual de Saúde enviou ao O Combate um convite para participar de uma coletiva na terça-feira, em São Paulo. O secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, e o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, concederam a entrevista atualizando informações sobre o novo coronavírus, além de informações sobre o primeiro óbito relacionado à doença no Estado.
Durante coletiva nesta terça-feira, 17, o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, confirmou a 1ª morte por Covid-19 no estado e afirmou que há outras quatro mortes sendo investigadas por suspeita de terem sido causadas pelo novo coronavírus.
Uip também destacou que os esforços continuam e que as informações seguem sendo apuradas para confirmações oficiais. A coletiva do governo também desmentiu rumores sobre outras mortes no estado causadas pela Covid-19.
O secretário insistiu para as pessoas buscarem informações apenas nas fontes oficiais e não compartilhar nenhuma informação que não for checada e vier de fonte oficial. A Secretaria também fez um apelo para incentivar doações de sangue, já que os bancos de estão com operando com apenas com 40% da reserva necessária para atendimento de mais de 100 instituições de saúde da rede pública.
A manutenção do estoque é fundamental para a realização de cirurgias, por exemplo. Os sangues do tipo O+, O-, A- e B- estão em estado de emergência, ou seja, garantem o abastecimento por apenas um dia.
“Pedimos apoio às pessoas para que doem sangue sempre que puderem e, especialmente, neste momento. A doação de sangue é segura e fundamental para ajudar a salvar vidas. É importante salientar que postos de coleta não oferecem riscos”, enfatiza o Secretário de Estado de Saúde, José Henrique Germann.
Para doar basta estar em boas condições de saúde e alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores de idade, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato.
Recomenda-se também evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem à doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação. É realizada uma entrevista de triagem, no dia da doação. Devido ao novo coronavírus, há alguns impedimentos que podem ser consultados a seguir.
Em Jaboticabal, embora não haja um banco de sangue, as campanhas acontecem sempre e beneficiam não só os pacientes da cidade, mas de toda a região, já que o sangue coletado é enviado ao Hemocentro de Ribeirão Preto e ao Hemocentro do Grupo São Francisco e depois enviado para os hospitais que têm a necessidade.
(Leia mais na página 8)

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