FaceApp volta a ser mania nas redes sociais e desperta atenção

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Você foi dar sua espiadinha básica do Facebook esta semana e viu a mesma foto em vários perfis: sua amiga em uma versão masculina e seu amigo em uma versão feminina. Trata-se do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para transformar selfies de homem em mulher e vice-versa, além de mostrar como a gente vai ficar no futuro. O aplicativo, que já existe há algum tempo, voltou a virar febre no Brasil e em Jaboticabal não foi diferente.
Nos últimos dias, famosos e anônimos de todas as idades estão brincando com o aplicativo e postando o resultado da transformação que, diga-se de passagem, é incrível, em suas redes sociais. Mas o FaceApp está cercado de polêmicas e muitas pessoas, alarmadas com os boatos (se é que são boatos!) ainda resistem a ver sua versão no sexo oposto, já que o aplicativo é acusado de “roubar” seus dados por causa de sua política de privacidade.
A mídia anda publicando que o FaceApp já foi investigado nos Estados Unidos pelo FBI e já fez com que Apple e Google recebessem multas no Procon. Dependendo da interpretação, a política de privacidade e os termos de uso dariam à Wireless Lab, empresa russa responsável pelo aplicativo, a possibilidade de coletar alguns dados, como fotos que são escolhidas pelo usuário, a banda consumida pelo aplicativo, o histórico de compras, informações de redes sociais (caso o login seja feito por outra plataforma), o modelo do celular, resolução da tela e tipo de sistema operacional. Também alguns dados de navegação online, como sites que foram visitados.
A empresa afirma que usa provedores de nuvem terceirizados —Google Cloud Platform e Amazon Web Services— para processar e editar as fotos. A Wireless Lab informa que realiza o processo com criptografia dentro do celular e garante que só usa as fotos que o usuário escolhe e que elas ficam armazenadas na nuvem por um período de 24 a 48 horas, caso sejam necessárias mudanças dos usuários. A Wireless Lab diz que essas informações são usadas para melhorar o aplicativo, direcionar anúncios e para prevenir fraudes. Também diz que os dados podem tornar-se anonimizados, ou seja, sem informações pessoais que identifiquem o usuário.
O número de posts de famosos, no entanto, mostram que nem todos se preocupam com estas questões de segurança e que o bom humor e a curiosidade estão acima de questões como privacidade.

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