FCAV lança projeto de cogeração de energia elétrica em SP

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O nome é grande. O benefício, também. “Cogeração de energia elétrica no setor sucroalcooleiro com aproveitamento de bioenergéticos regionais: rotas tecnológicas para otimização do processo produtivo e modelo de negócio para comercialização da energia gerada”. Este é projeto que a Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV)/Unesp Jaboticabal está fazendo junto com a Companhia Energética de São Paulo (CESP) e com a Universidade de São Paulo (USP). Trata-se de um projeto de cogeração de energia por biogás, que conta também com o apoio da Funep.
O projeto foi apresentado na Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo para o secretário João Carlos de Souza Meirelles; Rubens Naman Rizek Júnior, secretário adjunto de Agricultura e Abastecimento; José Goldemberg, presidente da Fapesp; Sergio Roberto Nobre, vice-reitor da Unesp; Leonardo Theodoro Büll, pró-reitor da Unesp; Mituo Hirota, diretor de Geração da CESP; Maria Cristina Thomaz, presidente da Funep; e Pedro Luís Alves, diretor da FCAV.
O projeto, que compreende três vertentes, foi apresentado pelos professores Dorel Soares Ramos e Suani Teixeira Coelho (USP) e Jorge de Lucas Júnior (FCAV). Segundo o diretor da FCAV, ainda neste mês será feita a reunião técnica no câmpus de Jaboticabal, com a presença dos representantes da CESP, Unesp, USP e Funep, após a qual serão iniciadas as obras para a implantação do biodigestor.
O Prof. Dr. Pedro explica que o projeto visa a implantação de uma planta de geração a biogás, com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio, que será abastecido com insumos do próprio câmpus, como dejetos dos animais (gado de corte e leite), batata doce industrial, que servirá como insumo experimental, e a vinhaça.
A finalidade dessa iniciativa é a geração de energia elétrica, realizada a partir de um conjunto moto-gerador a biogás (que é composto por CO2 e CH4), acompanhado de um painel de controle e instalação na rede elétrica do câmpus e a utilização do biofertilizante, como adubo orgânico, em substituição (ainda que parcial) aos fertilizantes convencionais utilizados na fazenda experimental.
O processo se dará fundamentalmente na coleta dos dejetos gerados no câmpus, na produção de batata doce industrial (10 ha), na mistura dos dejetos com a batata doce lavada e triturada para servir de carga diária para um biodigestor que terá 3.500 metros cúbicos de volume útil, sendo o biogás utilizado num conjunto moto-gerador de 330 kVA.
Com a implementação do projeto, a instituição passará a economizar 20% na sua conta mensal de energia elétrica. Além disso, o projeto também possibilitará a realização de estudos com plantas tradicionais, como o bagaço de cana-de-açúcar e a vinhaça, para se tornarem os possíveis condutores na produção de energia.
Para o Prof. Dr. Jorge de Lucas Junior, esse desenvolvimento caracteriza uma necessidade premente para subsidiar os estudos referentes ao aproveitamento de biomassa e energias renováveis, em particular para permitir análise de cogeração integrada no setor sucroalcooleiro e biogás proveniente de diversos bioenergéticos disponíveis em escala regional.
O professor destaca ainda que a técnica de biodigestão anaeróbia assume importância por permitir resultados que relacionam a preservação ambiental, geração e conservação de energia nomeio rural e redução de custos com aquisição de insumos (fertilizantes).

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