Fui, vi, venci e voltei!

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“Veni, vidi, vici” é uma expressão em latim que significa em português “Vim, vi e venci”. Esta frase ficou famosa, segundo consta em algumas publicações, por causa do imperador romano Júlio César, que enviou uma carta ao Senado Romano, em 47 a.C, descrevendo a sua vitória sobre Fárnaces II, rei do Ponto, durante a Batalha de Zela. Atualmente, esta frase é utilizada em situações em que o sucesso é alcançado. Fizemos uma adaptação e trouxemos para você a matéria “Fui, vi, venci e voltei”, que conta a trajetória de pessoas que nasceram em Jaboticabal, saíram daqui por vários motivos (estudo, trabalho e casamento, entre outros) e hoje estão de volta. E, mais do que isto, estão bem felizes aqui.
É o caso de Maria Alice Colletes, jaboticabalense que mudou para a capital e que há alguns anos está de volta à sua terra natal. “Eu tinha muitas opções, uma vez que tinha casa em vários locais, mas preferi voltar para cá. Aqui não sou apenas um RG, mas sim a filha do Austher Gonçalves Colletes e da Dona Maninha”, enfatizou Maria Alice, que foi recebida por amigas de décadas, que ficaram felizes com o retorno de uma pessoa cuja marca é a animação e a simpatia.
Veridiana Gerbasi também passou a infância e a adolescência em Jaboticabal, mas foi estudar em São Paulo e ficou por lá mesmo depois de ter casado e ter tido sua filha. Há poucos anos, no entanto, decidiu voltar. “Depois de alguns anos em São Paulo, eu e meu marido Ricardo decidimos recomeçar uma nova vida em Jaboticabal. Uma decisão difícil, já que toda decisão tem perdas e ganhos. Neste caso, a perda foram os amigos e toda uma história vivida em São Paulo, que ficaram para trás mas continuam em nossos corações. O ganho foi voltar para Jaboticabal, minha terra natal, com meu marido que nunca havia morado aqui e com nossa filha Sofia, maior motivo pelo nosso retorno, já que queremos que ela cresça numa ambiente seguro, com mais liberdade e perto da família. Hoje posso dizer que estou muito feliz com a decisão de retornar para essa cidade querida e que nos acolhe tão bem. Obrigada, Jaboticabal”, agradeceu Veridiana.
José Ayres de Campos também retorna à sua terra natal e investe em agronegócios locais. “Eu gosto de falar que meu cordão umbilical esticou, me permitiu estudar em São Paulo, trabalhar pelo Brasil e no mundo, mas nunca despregou de Jaboticabal. Raízes são códigos genéticos que carregamos sem conhecer direito as ferramentas que temos e sabemos utilizar. Quando pequeno, meu avô Sebastião Thomaz, o Pai Velho, ia em casa acender o fogão à lenha para a minha mãe e me contava estórias ou histórias vividas por eles, como boiadeiro e administrado de fazenda. Eu ficava fascinado e entretido e isso facilitava a hora da comida para a minha mãe”, conta José Ayres, em meio à correria de colher sua segunda safra de milho e empenhando-se em concluir a construção de um espaço sustentável para a criação de gado. “A minha maior alegria hoje é ver meus filhos Thomaz e Flávio em cima do trator, puxando silagem e olhando as vacas com muito carinho. Está sendo um recomeço aos 60 anos”, concluiu o engenheiro, que agora está em sua terra dedicando-se ao agronegócio.

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