Leveza, lição de vida e bom humor marcaram a palestra de Paulo Azevedo

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Sentado na mesa do palco do Centro de Convenções da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) – Unesp Jaboticabal, Paulo Azevedo fez com que a plateia, que lotou o local, fosse das lágrimas às gargalhadas. Sua história de superação, seu exemplo de otimismo e a maneira positiva que escolheu para encarar cada etapa da sua vida emocionou muita gente. Ao mesmo tempo, seu bom humor e a falta de vitimização, embalada por muita história engraçada, divertiu as pessoas que acompanharam sua palestra e saíram da Unesp com o coração mais leve.
O português de 38 anos veio a Jaboticabal falar sobre superação. Contou sua história com tanta leveza que a falta das pernas e das mãos era um mero detalhe. Não havia naquele palco nenhuma pessoa vitimizada, fragilizada, revoltada com seu destino. O que a plateia viu foi um ser humano inteligente, bonito, que soube aproveitar cada oportunidade que a vida lhe deu e que, como dizem por aí, fez do limão uma limonada ou uma caipirinha, para os que preferem.
Paulo Azevedo nasceu no dia 29 de outubro de 1981, sem aviso. Mas veio deixar sua marca no mundo e o amor do avô e da mãe foram ingredientes fundamentais para o desempenho de Paulo ao longo de sua vida. Após uma gravidez de oito meses, a ainda adolescente Clara se viu com um filho diferente nos braços. O bebê não tinha mãos nem pernas e os médicos teciam um cenário negro para o seu futuro. O choque foi grande, mas a coragem e determinação venceram. Paulo batalhou desde cedo pelo que queria e até hoje fala que os impedimentos estão apenas na mente, bastando trabalhar este aspecto. Nunca escolheu o caminho mais fácil e com a ajuda da sua família e amigos, aprendeu a aceitar-se e lutar para ser uma pessoa independente.
Ator de profissão, realiza ações de coaching e palestras motivacionais nas quais fala da sua experiência. “Quero mostrar ao mundo que ser diferente não significa ser inferior. Paulo participou em várias novelas do canal português SIC e foi atleta paralímpico de natação. Joga futebol e pratica bodyboard. “A palavra de ordem é superação. Eu pude e você também pode”, encerrou.

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