Neste domingo, 28 de outubro, os brasileiros escolhem seu novo presidente

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Uma pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20) mostra as razões pelas quais eleitores justificam a intenção de voto em Jair Bolsonaro (PSL) e em Fernando Haddad (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. O levantamento considerou as respostas espontâneas e múltiplas para a pergunta “Por quais motivos você pretende votar em… Por quais outras razões? Como assim?”. (Página 8)
Bolsonaro aparece nesta, que foi a segunda pesquisa do segundo turno, com 59% dos votos válidos, contra 41% de Fernando Haddad. Conquistar parte dos votos brancos e nulos é um dos desafios que o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) precisaria superar para vencer o líder no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL).
Como a diferença na intenção de votos é alta – 18 pontos percentuais –, Haddad precisaria não apenas atrair os votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, mas convencer alguns dos que votaram em branco e nulo a se posicionarem, segundo o sociólogo Thiago de Aragão, da Arko Consultoria.
Isso porque, na prática, esses votos ajudam quem está na frente na disputa – como não são contabilizados entre os votos válidos, facilitam a obtenção de maioria pelo líder nas pesquisas. A mesma lógica vale para as abstenções.
Embora historicamente o número de brancos e nulos sempre seja menor no segundo turno, os especialistas afirmam que não necessariamente a tendência vai se repetir no segundo turno em 2018, porque o pleito deste ano é extremamente atípico.
Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.
Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo? De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.
O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.
Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral. Hoje são válidos os votos nominais ou na legenda.

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