Presidente do Saaej busca recursos para perfurar poço e construir reservatório em Jaboticabal

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Foi aprovada pela Câmara Municipal uma lei que permite que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Jaboticabal, o Saaej, publique uma consulta pública e dê andamento a um processo de contratação em caráter especial de empresas que façam parcerias para a perfuração de poço e construção de reservatório para regularizar a questão do abastecimento de água no município. A informação é do presidente do Saaej, Andrë Nozaki, que explicou que buscaram incessantemente apoio financeiro para fazer esta obra, mas não conseguiram nada até agora. “Como não temos recursos financeiros para perfurar o poço, buscamos no Sanebase e no Ministério das Cidades apoio financeiro para perfurar um poço e construir um reservatório. Até o momento não conseguimos resultado porque diante da situação financeira do País, ninguém sinalizou positivamente. Faremos, portanto, uma contratação em uma modalidade que se chama Locação de Ativos. É uma modalidade de licitação na qual chamamos a iniciativa privada para participar do processo de construção, ela constrói com recursos próprios ou por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal, que tem uma linha só para isto. A empresa constrói o poço e o reservatório, entrega ao Saaej tudo funcionando, o Saaej opera este equipamento e durante um período pré-definido o Saaej paga à empresa que construiu um aluguel  referente à construção do poço e do reservatório e também um aluguel referente ao custo financeiro do dinheiro que foi investido. Isto se chama Locação de Ativos”, explicou detalhadamente o presidente do Saaej. Nozaki disse ainda que não se trata de uma PPP (Parceria Público-Privada), mas é uma parceria com a iniciativa privada que ajuda a investir no setor, sem impactar na conta de água dos contribuintes. O presidente disse que a partir da aprovação da lei na Câmara, a sequência agora é soltar o processo licitatório para a construção deste poço e reservatório. “Nós não temos água para atender toda a população e é preciso, portanto, que todos tenham conscicência de que é preciso economizar, principalmente em tempo de estiagem, como tem acontecido. E o índice pluviométrico baixo continua. A estação Mirante de Santana, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrou em setembro um total de chuvas de apenas 11,1 mm, que corresponde a 15% da média histórica para o mês, de 75 mm. O volume registrado se coloca entre os dez menores para o mês de setembro, desde 1961, isto é, em 56 anos de medição no Mirante. Com esse dado, o instituto não hesita em apontar o último setembro como um dos mais secos de sua história climatológica.       (Renata Massafera)

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