Vestibulares e ENEM: novas datas já estão sendo divulgadas

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O Ministério da Educação (MEC) definiu as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2020 após muitas incertezas. Até uma enquete foi realizada, na qual 50% dos estudantes que participaram apontaram maio como a data mais desejada. Mas certamente essa opção causaria grandes impactos, como a perda do primeiro semestre letivo”, informou o professor Eduardo Chioda, que é diretor pedagógico do Elite Poliedro Pré-Vestibular, em Jaboticabal. Ele disse que depois de muita especulação, as datas foram finalmente divulgadas: as provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro e as provas digitais – que são uma novidade desta edição – serão aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. “Será uma experiência totalmente nova realizar o ENEM através de um computador. Apenas 96 mil inscritos participarão do teste”, contou Eduardo.
Segundo ele, com essa decisão, as universidades públicas e particulares que aplicam vestibulares próprios terão condições de reorganizar seus calendários. “É o caso da Universidade de São Paulo (USP), que já decidiu realizar a primeira fase do vestibular da Fuvest no dia 10 de janeiro. Portanto, uma semana antes do primeiro dia do ENEM. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também adiou a primeira fase do seu vestibular para 6 e 7 de janeiro. Já a Universidade Estadual de São Paulo ‘Júlio de Mesquita’, a Unesp, aplicará as provas da primeira fase excepcionalmente em dois dias, 30 e 31 de janeiro, dividindo os inscritos a fim de evitar aglomerações”, afirmou.
Eduardo informa que os vestibulares do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), Mackenzie e Pontifícia universidade Católica (PUC) também terão que sofrer mudanças. “Mas duas situações são importantes: a primeira é sobre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que tem um vestibular misto, onde parte da nota é proveniente do ENEM e outra parte, de uma prova própria, chamada de complementar. Com a nota do ENEM sendo divulgada apenas em 29 de março, como prevê o MEC, a tendência é que a Unifesp utilize apenas o vestibular próprio. Caso contrário, poderá enfrentar atrasos em seu calendário acadêmico. A outra questão, já levantada pela Unicamp, é a utilização da nota do ENEM como parte do cálculo da nota do candidato. Mais uma vez, a consequência pode ser o atraso no início das aulas”, revelou o diretor do cursinho Elite.
Eduardo comenta que além do ENEM, que é o maior processo seletivo do país, a Fuvest e a Unesp são os vestibulares muito procurados, seguidos pela Unicamp. “É a chamada ‘tríplice paulista’. Mas temos universidades particulares muito procuradas, como o Mackenzie e a PUC”, completou.
Questionado sobre o desempenho dos vestibulandos que estão tendo aulas virtuais, Eduardo é categórico. “As aulas remotas foram a única saída encontrada pelas instituições de ensino, tanto regular quanto complementar, em que se enquadra o curso pré-vestibular. Com o impedimento do ensino presencial por questões sanitárias, o caminho foi transferir o que se fazia presencialmente para o digital. No Elite, em menos de 15 dias colocamos todos os serviços prestados no formato digital. Aulas, orientação de estudos, plantões de dúvidas e até a produção de textos. Criamos uma plataforma exclusiva de envio, correção e devolução das redações. Toda essa estrutura manteve o aluno estudando, conversando seu ritmo de estudos e mantendo o foco nos vestibulares. O estudante que parou, seja por conta da instituição ou por conta própria, ficou para trás, uma vez que todos foram levados para o caminho do ensino remoto. Como sempre, quem estiver realmente se preparando, conquistará uma vaga”, disse.

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