Vigilância Epidemiológica de Jaboticabal registra cinco casos de sarampo na cidade

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A Vigilância Epidemiológica de Jaboticabal alerta para a necessidade de vacinação contra o sarampo. A doença já causou cinco mortes no Estado e em Jaboticabal, segundo Maura Guedes Barreto, coordenadora da Vigilância, dos dez casos suspeitos, cinco foram positivos. “Destes dez casos suspeitos abertos, cinco já foram confirmados com o critério laboratorial e com o vínculo epidemiológico. Nas duas últimas semanas, o número de casos suspeitos reduziu em todo o Estado, inclusive aqui no município, mas continuamos monitorando”, informou Maura.
Ela enfatiza que a única arma contra o avanço dos casos de sarampo é a vacinação, uma vez que quanto mais pessoas vacinadas, mais difícil se torna a transmissão. A vacinação contra o sarampo, infecção altamente contagiosa, está disponível na rede pública até os 49 anos. Pessoas com até 29 anos podem tomar a versão tríplice viral (que protege ainda contra caxumba e rubéola) nos postos da rede pública de saúde de todo o País em duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Dos 30 aos 49 anos, ela é aplicada em uma dose, exceto para profissionais de saúde, que devem receber as picadas duas vezes.
Em São Paulo, há uma campanha que foca em jovens dos 15 aos 29 anos – o público mais atingido pelos surtos de 2019. A iniciativa começou na capital e será estendida para cinco municípios da Grande São Paulo onde o vírus circula atualmente: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Guarulhos e Osasco. A adesão dos paulistanos tem sido baixa. A meta no início da campanha era proteger 2,9 milhões de indivíduos. O balanço mais recente mostra que só 47 mil se vacinaram.
Na última semana, mais duas mortes foram registradas na capital paulista. As vítimas foram um bebê de 26 dias, e uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação. Ao todo, já são cinco mortes por sarampo este ano. Além dos falecimentos da última semana, um homem de 42 anos, sem histórico de ter sido vacinado contra a doença, um bebê de quatro meses e outro bebê de nove meses, menina e menino respectivamente, também foram vítimas da doença que ficou calada durante tantos anos e cujo possível descuido na vacinação é apontado como a principal causa da volta.
A Secretaria Estadual da Saúde confirmou, no dia 28 de agosto, a primeira morte por sarampo no Estado no atual surto da doença. São Paulo não registrava uma morte por sarampo desde 1997, quando o estado enfrentou uma epidemia do vírus.

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