Uma denúncia agitou as redes sociais de Jaboticabal nesta semana: a de que no campus da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) – Unesp Jaboticabal estavam sendo cortadas inúmeras árvores. Em meio a uma onda de sustentabilidade e de tentativa de preservação do meio ambiente, a notícia caiu como uma bomba e acionou o alerta dos ambientalistas.
O diretor da FCAV, professor Pedro Luís da Costa Aguiar Alves, explicou, no entanto, que o corte das árvores foi necessário por questão de segurança. “Estamos cortando dois bosques: um de pínus, atrás da Biblioteca, e outro de eucalipto, atrás dos Anfiteatros I e II. Ambas espécies são exóticas e o corte é permitido. Esses bosques são antigos (mas não centenários) e não foram mais manejados, o que fez com que as árvores crescessem para fora das áreas, como um buquê, fazendo com que saíssem do seus centros de gravidade, podendo cair a qualquer momento”, informou o diretor.
Segundo ele, após o levantamento feito por um profissional, constatou-se que algumas árvores estavam mortas e outras parcialmente condenadas, o que poderia acarretar no efeito dominó, com uma caindo e levando outras junto, pondo em risco pessoas, carros e edifícios. “Com o início das chuvas, esse risco aumenta e temos recebido reclamações frequentes de galhos que caem causando danos aos carros. Por sorte, não tivemos nenhuma pessoa sendo atingida. Nesses bosques há algumas espécies nativas que foram plantadas e outras espontâneas. Essas árvores serão mantidas. O bosque de pínus deverá ser repovoado/replantado. No local do bosque de eucalipto deverá ser feita uma praça, a praça dos formandos, onde serão colocadas as placas de todos os formandos, com bancos, pergolados, etc. em harmonia com as árvores remanescentes”, declarou Alves.









