Nem durante as festas dá para descuidar da saúde

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Sabe aquela expressão popular “enfiar o pé na jaca”? Pois é, nesta época do ano é o que geralmente fazemos! São festas e mais festas de confraternização e as ceias de Natal e réveillon e o resultado, além de muita alegria, pode ser quilos extras ou, o mais grave, índices nada desejáveis de colesterol, glicemia, ácido úrico, etc. Para manter-se saudável em qualquer época do ano, vale a pena obervar quantidade e qualidade. O porcionamento na alimentação é fundamental e a escolha dos alimentos, não menos importante. E quando o assunto é alimentação saudável, pedimos socorro à nutricionista Mônica Valério, que enfatiza que o bom senso deve sempre prevalecer, independente da ocasião. Mônica faz uma ressalva ao uso de sal, um produto muito utilizado nas comidas de fim de ano. “O sal (cloreto de sódio) é a única ‘rocha’ comestível pelo ser humano. Faz parte da alimentação da população do mundo inteiro. Seu uso está difundido na gastronomia tanto como condimento, como também como conservante para alguns alimentos, como carnes e peixes e seu consumo é de extrema importância para a nossa saúde”, diz Mônica lembrando que o sódio presente no sal é um nutriente necessário para a manutenção do volume no plasma, regula a quantidade de líquidos dentro e fora das células colabora para o bom  funcionamento das enzimas, participa do equilíbrio ácido-base, do processo de contração muscular e dos batimentos,  como também da transmissão de impulsos nervosos,  e funcionamento das células.  “Com tantos benefícios, o sal não deve ser excluído da alimentação diária. O grande problema está relacionado ao consumo excessivo, resultando em maior retenção de água e sobrecarga aos órgãos vitais como coração e rins. O segredo é controlar a quantidade do seu consumo no dia a dia”, revela a nutricionista, completando que além do sódio presente no sal de adição, o sódio pode ser encontrado naturalmente em alimentos como leites, ovos, carnes, legumes, verduras, frutas, cereais, leguminosas e oleaginosas e, em quantidades maiores, nos alimentos processados.  O alto consumo de produtos alimentícios é o principal responsável pela ingestão excessiva de sal.  Em geral, estes alimentos industrializados contêm  tanto o sal como condimento, como também o sódio (presente nos aditivos químicos).  Muito importante lembrar que pode ocorrer a dessensibilização das papilas gustativas, fazendo com que o sal seja adicionado às preparações em quantidades cada vez maiores”, informou Mônica. Ela lembra que atualmente há vários tipos de sal no mercado, com diferentes quantidades de sódio e outros minerais na composição, além de colorações, sabores e texturas diferentes. O sal refinado, comum ou sal de mesa, é o mais comumente usado e comercializado. É obtido através da evaporação da água do mar. Possui aditivos químicos que funcionam como antiumectante e estabilizadores. É a nossa principal fonte de iodo na alimentação.   Já o sal marinho ou moído iodado também é obtido pela evaporação da água do mar, porém não passa por nenhum processo térmico, de refinamento e ou branqueamento. A secagem ocorre ao sol e os nutrientes são preservados e não há adição de agentes. Mantém todos os microminerais e nutrientes, mesmo que em quantidades mínimas, inclusive o iodo, diferente do refinado que acaba os perdendo no processo de refinação. Possui um sabor menos salgado do que o sal refinado, o que ajuda a manter o balanço eletrolítico do organismo sem sobrecarregar os rins. O sal grosso é o marinho com granulação rústica, grosseira.   O sal rosa ou do Himalaia é também um sal marinho, apesar de ser extraído das salinas do Himalaia, na Ásia. Considerado o sal dos sais gourmets.  Possui tonalidade rosada e sabor suave. Encontrado em grãos finos, flocos e grosso. Famoso por conter baixo teor de sódio e grande quantidade de outros minerais como cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Mas existem imitações. Para ter certeza sobre a qualidade do sal rosa comprado, jogue um pouco do sal na água. Se o líquido ficar colorido, é sinal de que colocaram corante no sal grosso. Os sais havaianos (vermelho ou preto) são o marinho misturado com lava, argila ou coral finamente moídos, proporcionando coloração e sabores distintos. O negro ou sal da índia é de origem vulcânica com a coloração rosa-acinzentada, é feito por uma mistura de minerais não refinados com aroma sulfuroso. O sal maldon, por sua vez, é conhecido como o tempero da família real britânica. Tem formato de pirâmide e é colhido no sul da Inglaterra desde o século 11, segundo os registros mais antigos. É ótimo para sobremesas e carnes porque é mais crocante e resistente à umidade dos alimentos do que a flor de sal convencional.  A flor de sal é um aglomerado de cristais de sal que para ser formado precisa de muito sol e pouco vento.  Assim que formados, são rapidamente retirados antes de se fundirem ao sal marinho. Muito delicada, a flor de sal é vista como a mais pura de sua categoria. E, assim como outros sais gourmets, só deve entrar em cena na finalização dos pratos para que não perca a textura.  O sal light é composto de 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio, é a melhor opção para os hipertensos. Só não vale considerar que por ser light seu uso é liberado. Deve-se utilizar a mesma quantidade aconselhada para os demais sais. Do contrário, não haverá redução na ingestão de sódio e no risco de eventos cardiovasculares. É indicado para pessoas com restrição de consumo de sódio na dieta. Não é recomendado para indivíduos com doenças renais. Já o salgante, um produto com zero sódio, é melhor evitar em alguns contextos. Isso porque o excesso de potássio pode descompassar os batimentos cardíacos, principalmente em pessoas com problemas renais – são os rins que auxiliam a controlar os níveis de potássio no organismo.

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