A internet pode ser acessada de vários dispositivos, desde a tela de um smartphone às televisões. O vasto conteúdo tem se tornado uma grande preocupação para os pais, pois é cada vez mais difícil saber o que as crianças estão acessando no mundo online. Além disso, grande parte dos conteúdos que são classificados como infantil possuem versões impróprias para os pequenos.
Mais de 400 horas de conteúdo são carregadas a cada minuto no YouTube por usuários de várias parte do mundo. O Brasil é o segundo pais que mais assiste vídeos da plataforma, ficando atrás apenas do Estados Unidos. Por isso, o acompanhamento dos pais em relação ao conteúdo visto pelos pequenos é muito importante.
Para a psicopedagoga e especialista em educação especial e gestão escolar, Ana Regina Caminha Braga, se a plataforma for usada de forma errada, ela pode ser prejudicial. “Os pequenos são apresentados a uma enxurrada de inversão de valores. O que os pais lutam para construir dentro de casa e na escola, muitas vezes, o YouTube consegue acabar em alguns minutos”, explica Ana, em entrevista ao jornal O Combate.
Prestar atenção no conteúdo e decidir o que a criança pode ou não assistir é uma decisão dos pais. “Há conteúdos que podem ser bloqueados. Principalmente os que falam palavrões ou têm valores diferentes dos que os pais buscam para seus filhos”, comenta a especialista.
Muitos pais e responsáveis acabam permitindo que as crianças passem horas vendo vídeos do YouTube, apenas usando aquele meio como uma distração, sem preocupar-se com o que está sendo transmitido. E, segundo a especialista, isso pode ser ruim para a criança. “Muitos youtubers têm uma força muito grande para a construção do imaginário da criança, podendo ser uma má influência para as crianças e adolescentes. Tudo o que eles falam acaba impactando a criança, o que pode ocasionar a possibilidade de algumas mudanças no comportamento dos pequenos”, completa a especialista.
É necessário lembrar, no entanto, que o YouTube não é o único espaço no qual a criança pode ter acesso a conteúdos prejudiciais. Uma simples busca no Google pode levá-la a sites que os pais certamente não gostariam que ela estivesse visitando. Portanto, a dica, para a integridade mental da criança e para a sua própria segurança, é a utilização dos equipamentos sob supervisão, até mesmo no sentido de protegê-la de expor seus dados e ficar vulnerável. Tanto na busca por informações quanto na oferta de dados pessoais, no universo das crianças todo o cuidado é pouco.









