Neuroarquitetura ajudando a criar ambientes saudáveis

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Há uma linha na arquitetura que defende que o ambiente de trabalho, a escola ou universidade, o hospital em que nos cuidamos podem através de sua decoração e ou ambientação prejudicar ou colaborar com nossa saúde. Algumas doenças podem ser desenvolvidas pela falta de cuidado no projeto arquitetônico de uma empresa seja no ambiente executivo seja no operacional. Da mesma forma, este cuidado pode ser benéfico para estudantes, profissionais da saúde e pacientes. Será mesmo?
Essa é a área que trabalha a neuroarquitetura. O ambiente de trabalho deve conter cores, iluminação, mobiliários, presença ou não de vegetação, etc, para que o colaborador se sinta bem, caso contrário, seu rendimento será afetado, assim como sua saúde e o desempenho. Quem garante é a arquiteta Priscilla Bencke, que trabalha com conceito de neuroarquitetura.
É sobre estes assuntos que a arquiteta especialista em ambiente de trabalho e criadora do conceito de qualidade corporativa no Brasil. Ela diz que o local de trabalho afeta diretamente nossas emoções e impactam em nossos cérebros se forem mal projetados, prejudicando a saúde física e mental.
Smart Workplaces, segundo ela, é um conceito de espaços de trabalho inteligentes que vão além da beleza estética, e conseguem, através de estratégias ambientais adequadas, melhorar o bem estar, a qualidade de vida, assim como a produtividade dos usuários.
“Através de consultorias e projetos trabalhamos com estratégias ambientais que, quando adequadamente projetadas, podem influenciar na satisfação dos profissionais. Muitas vezes nem percebemos diretamente seus efeitos, mas um mal-estar físico ou uma dor de cabeça no final do dia podem ser resultados de má postura na cadeira e fadiga visual em função da iluminação. São detalhes que, quando frequentes, acabam por influenciar não só a saúde dos profissionais, como também a sua produtividade no trabalho”, explica Priscilla.
Além de ergonomia e iluminação, as estratégias ambientais também envolvem questões de layout, acústica, climatização, odores, cores e revestimentos, identidade visual e composição do espaço. “Para compor um local de trabalho adequado é necessário analisar o conjunto das estratégias para adequá-las às necessidades de cada usuário do ambiente. O resultado vai além de um bom projeto de arquitetura, e se transforma em uma experiência de trabalho mais saudável, com mais engajamento, motivação e produtividade, contribuindo para a qualidade de vida e bem estar dos profissionais”, disse.

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