Comércio registra um discreto aumento nas vendas na Páscoa de 2019

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Após recuo em 2018, vendas na Páscoa têm alta de 1,29% neste ano. No entanto, apesar da alta, resultado é modesto e insuficiente para o varejo retornar ao patamar anterior à crise econômica. Em 2018, as vendas a prazo haviam recuado -0,34%. Ou seja, o comportamento deste ano confirmou a expectativa de que a recuperação econômica segue em ritmo moderado.
O volume de vendas a prazo na semana anterior à Páscoa apresentou o leve crescimento de 1,29% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que já é melhor do que qualquer índice de redução. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em 2017, as vendas haviam crescido 3,34%.
Na avaliação do SPC, a alta deste ano é um sinal positivo para a retomada do crescimento do varejo e serve de termômetro para as próximas datas comemorativas, como o Dia das Mães. O resultado é, portanto, um alento para o varejo começar a dar sinais mais sólidos de recuperação, mas não é o suficiente para retornar ao patamar de crescimento anterior à recessão econômica. Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil e da CNDL, os produtos mais procurados para a Páscoa foram os tradicionais ovos de chocolates industrializados (61%), caixas de bombons (50%), ovos de páscoa artesanais e caseiros (38%), barras de chocolate industrializadas (33%) e artesanais (25%), colombas pascoais (13%) e bebidas, como vinho (13%).
Em Jaboticabal, quem trabalha com ovos de Páscoa e chocolate em geral garantiu que as vendas foram boas. “Os produtos artesanais têm uma ótima relação custo/benefício, ou seja, têm uma excelente procura por causa de seu sabor diferenciado e peso”, disse Renata Lamparelli, expert em bolos e doces. “A procura por produtos alternativos a ovos de Páscoa foi muito grande. Vendeu muito bombom, caixa com bombom e barra de chocolate. Compramos menos ovos de Páscoa em relação ao ano passado, mas a venda foi de 5 a 8% a maior em relação ao ano passado”, contou Leurimar Trindade, gerente da Copercana.

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