Vigilância de Vetores e Zoonoses e Vigilância Epidemiológica alertam sobre o risco de dengue

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Jaboticabal registrou um caso gravíssimo de dengue encefálica. A Secretaria de Saúde de Jaboticabal está empenhada há anos em acabar com a dengue, mas esbarra em um único problema: o descuido de boa parte da população, que insiste em manter água parada, o local ideal para a proliferação do mosquito transmissor não só da dengue, mas também de zika e chikungunya. Enquanto algumas cidades criam a ilusão de estarem controlando a proliferação do mosquito apenas com a nebulização, o fumacê, em Jaboticabal ele não passa de um coadjuvante neste processo. O protagonista desta história deve ser o cidadão que não deixa água limpa parada. Ou seja, o fumacê até ajuda, mas não resolve.
A Vigilância Epidemiológica e a Vigilância de Vetores e Zoonoses advertem que o trabalho de bloqueio da transmissão da dengue é realizado de acordo com o protocolo pré-estabelecido pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), de Ribeirão Preto, a partir do conhecimento do caso suspeito de dengue. O caso é conhecido por meio da notificação compulsória da doença, que é de obrigatoriedade do serviço de saúde, público ou privado, que atende a pessoa com os sintomas da dengue.
“A partir de então, quando o suspeito é notificado a informação é repassada ao setor de Vigilância de Vetores, para ser iniciado o bloqueio de transmissão da doença respeitando a ordem de chegada do suspeito e de acordo com o resultado laboratorial confirmando a doença. Aí sim, é realizada a nebulização (uso do inseticida) na residência do paciente e no entorno das casas pertencentes aos quarteirões pré- estabelecidos”, explicou Ari Oliveira, coordenador do Departamento de Vigilância de Vetores e Zoonoses.
“Esclarecemos também que o popular ‘fumacê’ nas ruas e avenidas dos bairros da cidade não tem indicação de uso, pois o Aedes aegypti permanece dentro das residências, onde existem criadouros. Além disso, o inseticida usado de maneira incorreta, leva à resistência do mosquito, não havendo substituição de outro inseticida para eliminá-lo”, assegura Ari.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Maura Guedes Barreto, completa: “A principal medida de prevenção é a eliminação de possíveis criadouros que possam acumular água, que causa a proliferação do mosquito. Portanto, é imprescindível limpar as calhas para não acumular água, lavar pelo menos duas vezes por semana bebedouros de animais, limpar caixa de água regularmente e manter a tampa bem fechada, e manter limpo e fechado qualquer recipiente para armazenamento de água. Também manter pneus bem cobertos ou descartá-los corretamente. Elimine o pratinho do vaso de planta”, instruiu Maura.

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